terça-feira, 4 de maio de 2010

o regresso para o fim

vista do Botânico para o MNAC




O trabalho aumenta e o dia também, é verdade, mas não sei porquê, há sempre tanto para fazer que passo bem menos aqui do que gostaria. Ultimamente tenho me apercebido de tantas coisas assim na minha vida, das que faço pouco e gostaria de fazer mais, das que faço demais e gostaria de não fazer.

É, ultimamente ando mais pensativa que o normal, que de si já é mais do que gostaria. Não sei se será o final que se aproxima e me impõe que comece a olhar para trás, para tudo que passou tão rápido. Ou isso, ou o simples facto de ter encontrado a Catarina que me proporciona bons momentos e boas conversas.
A Catarina e eu por altura do Natal encontrámo-nos à saída do Creu e com um simples “- Há tanto que não te via..” descobrimos que estávamos as duas a viver este ano em Barcelona e a partir daí temos feito bom uso disso. Gosto dela e faz-me bem. A energia dela, as semelhanças que vamos descobrindo na maneira como vivemos esta experiência toda… Ajuda-me a integrar muito do que vou sentindo, ajuda-me a sentir normal com o que sinto.

Sempre senti que esse era um dos grandes dons da partilha, fazer-nos sair de nós e descobrir o que temos em comum e no fundo sentirmo-nos comuns e não aves raras, é muitas vezes do que precisamos.
Enfim, tanta conversa para dizer que de facto, regressei para o fim e tenho de me começar a habituar a essa ideia.


quinta-feira, 18 de março de 2010

update das classes de desenho


Eva & Maury


Ana, pela própria

terça-feira, 16 de março de 2010

conhecimento...




Este semestre tenho UC´s mesmo interessantes, nem todas bem dadas, mas temas interessantes. Uma delas, dá-se pelo nome de "Optimizacio Prosocial" sendo que por "prosocialidad" se entendem "aqueles comportamentos que sem buscarem recompensas externas, extrínsecas ou materiais, favorecem a outras pessoas segundo o critério destas, e aumentam a probabilidade de gerar uma reciprocidade positiva, de qualidade e solidária nas relações interpessoais melhorando a identidade, autonomia, creatividade das pessoas implicadas" 
Ora antes de conhecer esta designação "pomposa" o meu nome para a mesma definição seria o de "amor gratuito", e encaixava perfeitamente.

É curioso perceber que o conhecimento pode ter várias abordagens, Científico, Filosófico, Religioso... todas elas bastante diferentes mas que trabalhando sobre estímulos de um mesmo campo se cruzam muitas vezes em limites difíceis de reconhecer.
É um erro, a meu ver, que qualquer uma destas formas de conhecer negue, no seu processo, o legado das outras. Resultará numa incompletude alheada da realidade do Ser Humano que inegavelmente se reveste de todas elas. Quanto a esta questão, o que me descansa é ir conhecendo profissionais das várias àreas, que conscientes disto criam diálogos abertos, ecléticos.
Se por um lado é importante a consciência das fronteiras, por outro a negação do que está para lá delas só nos empobrece.
Se de facto agora se fala tanto de Psicologia Positiva e desta "prosocialidade" já muito antes alguém escreveu


"O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta..."

1 Cor 13, 4-7

Foto Reportagem



a caminho do Carnaval de Sitges


Sitges


visita da Rita


Rita


visita da Di e da Diva , dia em Manresa


visita das antigas roomies, Jihane


Feira Medieval em Manresa


Feira Medieval


no dia em que nevou, Anne


Parc Güell


à procura de problemas sociais para foto reportar, Raval

noite na Fuente Mágica, Montjuic


Fuente Mágica

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

classes de dibuix IV





Imagine-se lá que a nossa nova companheira de casa estuda Ensino da Arte. Parece que afinal as minhas aulas de desenho não terminam no final deste curso. Fica aqui o último desenho, A2 ainda carvão.

férias & despedidas


1º dizer que estou de férias e feliz por isso!!! foi um mês complicado, em que principalmente senti que não me podia deixar levar pelo stress, pelo mau-humor, por nada que me perturbasse, como normalmente faço quando tenho as pessoas certas por perto... isso e ver as pessoas partirem...
Acho uma certa graça à facilidade com que as pessoas me tocam, sim, não é preciso nada, mesmo nada de especial, acho mesmo que basta serem e isso mexe comigo e muda-me. Gosto disso, de não ser indiferente.
Claro que de todas as pessoas, algumas nos tocam mais que outras, ou pelas circunstâncias que criam uma maior proximidade ou por empatia simplesmente...Hoje decidi despedir-me também aqui de algumas delas e assim ficam a conhecer as caretas...



A Jihane tem 23 anos é Marroquina e vive há 4 anos sozinha em Paris sendo que Barcelona é a sua cidade de sonho, que mescla hein? Viveu comigo e é assim um espírito forte, daquelas pessoas que simplesmente não têm filtros entre o que lhes passa plo coração e a palavra, diz tudo, bom ou mau, diz. Trouxe isso à minha vida essa leveza de quem não mede demais. É apaixonada, emotiva, chora, ri, canta e nunca deixa nada por fazer, principalmente no que diz respeito à diversão. 




A Amèlie tem também 23, filha de Pai Turco e mãe Portuguesa viveu sempre em Paris e a sua vocação é o Marketing de Luxo. Nunca tinha pensado que me podia gostar tanto de alguém tão diferente. Sendo das pessoas mais ricas que alguma vez conheci é simples e humilde e ensinou-me a sê-lo. É uma moderadora. Afectuosa, divertida tem a profundidade de quem se conhece e se aceita e isso faz com que nos sintamos muito acolhidos na sua presença.




A Nicki, é Austríaca tem a mesma idade e estudou comigo neste 1º semestre, companheira de estudo e de muitas saídas partilhou esta experiência com o seu namorado Stephan que fazia Erasmus em Portugal. Ainda nos encontrámos pelo Porto nas férias de Natal. Da Nicki gosta-se por nada e por tudo, é divertida, aberta, amiga, boa conversadora...




E por fim, o Dario. O último a partir. Tem 25 anos e é de Palermo, viveu também comigo durante estes meses e foi desde sempre a pessoa mais próxima. Cozinha como só um italiano o faz, conhecido como a Máfia do nosso piso, nada lhe passa despercebido. Foi boa companhia para tudo, para festas, para o Jazz, para conversas a meio da noite. Atento e preocupado, em Barcelona encontrou-se duma forma diferente, longe dos olhares de quem sempre o conheceu descobriu-se capaz de passar de um arquitecto crítico, organizado e trabalhador a um rapaz descontraído, animado, sociável... Ao Dario há tudo para agradecer, a amizade, o carinho, as sopas para os resfriados, o bom-senso, as pastas...


E no final ficam as fotografias, as mensagens, os FB´s, as recordações todas...E um agradecimento enorme a este Deus tão criativo que se revela de formas tão diferentes e tão genuínas em cada um.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

classes de dibuix I & II


a evolução



os dois últimos


as últimas 2 horas


Desenhar é, no mínimo, libertador...